1 de março de 2008

Três bahá´ís presos em Shiráz e Anistia Internacional faz apelo mundial...




Três bahá´ís presos em Shiráz e Anistia Internacional faz apelo mundial...

30/1/2008 18:00:30

Em dezembro de 2007 foi divulgada a condenação dos 53 jovens bahá'ís de Shiráz presos em maio de 2006 e o encarceramento em 19 de novembro de 2007 de três deles (Srta. Hálih Rúhí, Sr. Sásán Taqvá e Srta. Rahá Thábit – fotografias ao lado). Recebemos recentemente informaçãos atualizadas sobre as condições sob as quais estes bahá'ís estão sendo mantidos aprisionados, além de informações adicionais acerca do veredito contra os 53 bahá'ís processados pelas autoridades iranianas. 1. A Sta. Hálih Rúhí, o Sr. Sásán Taqvá e a Sta. Rahá Thábit (de óculos) permanecem presos no centro de detenção do Ministério da Inteligência e Segurança em Shiráz. Familiares imediatos (pais e irmãos) têm permissão para uma visita semanal. Em uma ocasião, a avó e a tia da Sta. Ruhi também tiveram permissão para vê-la. As visitas na prisão têm a duração de três minutos. Não há contato físico entre o prisioneiro e os visitantes; uma divisória de vidro os separa e a comunicação se dá por meio de um sistema de intercomunicação. Durante todo o tempo há a presença de um guarda. Geralmente, enquanto a família adentra a sala de visitação, o prisioneiro é trazido vendado. O guarda remove a venda para os três minutos da visita e a recoloca antes de levar o prisioneiro de volta à cela. 2. Os três prisioneiros não têm acesso a um advogado, apesar de esforços estarem sendo feitos no sentido de encontrar um que seja de confiança para representá-los. Eles haviam inicialmente contratado um advogado que não fez nada por eles, e que recentemente desistiu do caso. Quando o veredito foi emitido em agosto de 2007, todos os 53 bahá'ís apelaram. A pessoa que atuava como advogado de defesa dos três jovens disse às suas famílias (algum tempo depois do ocorrido) que em 24 de novembro de 2007 fora informado de que o tribunal havia decidido rejeitar as apelações dos três prisioneiros e que ele havia assinado um documento atestando ter recebido a informação oralmente. Ele indicou nunca ter de fato visto o veredito. 3. O fato de a Sta. Hálih Rúhí, o Sr. Sásán Taqvá e a Sta. Rahá Thábit terem sido presos em 19 de novembro, antes da emissão da decisão acerca da apelação, é tido como altamente irregular. Agora que a apelação foi rejeitada, eles estão procedendo ao próximo estágio, que é o de referir o caso ao tribunal de adjudicação em Shiráz. Entretando, este deverá ser um processo bastante longo dado ao número de casos pendentes junto ao tribunal – o caso deles é o de número 1.042, e o tribunal está atualmente trabalhando sobre o caso 340. Por esta razão, os prisioneiros solicitaram sua liberação sob fiança até que o resultado do processo seja apresentado. Eles ainda não receberam resposta sobre sua solicitação. 4. Os 53 bahá'ís envolvidos foram acusados de se engajar no ensino direto da Fé Bahá'í sob a alegação de que seu programa para as crianças pobres se baseava no livro ''Brisas de Confirmação”, uma publicação de inspiração bahá'í. No julgamento, alegou-se que os organizadores haviam “estudado um curso consistente de 7 livros Ruhi e de livros Ruhi de empoderamento” e afirmou-se que sua permissão para o programa educacional havia sido obtida “enganando as organizações culturais e executivas, tais como o Conselho Cultural e seus [órgãos] auxiliares, em nome de atividades relacionadas com cultura e educação...”, e que sua intenção de fato havia sido a de “ensinar [a Fé Bahá'í] indiretamente”. Entretanto, os bahá'ís de todo o mundo fazem uma clara distinção entre atividades de ensino de sua Fé, feita por parte dos livros do programa Ruhi acima mencionados, e seus projetos de desenvolvimento econômico e social, a exemplo do que ocorre no Brasil. A compreensão de ensino aqui utilizada é a mesma que consta no artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. 5. Os bahá'ís no Irã estão iniciando agora seu envolvimento em programas de ação social. Se, em seu entusiasmo, alguns deles se referiram a esta prática como “ensino indireto” isso é plenamente razoável, uma vez que eles têm ainda pouquíssima experiência prática nesta nova dimensão de suas atividades bahá'ís. No momento, eles estão apenas começando a compreender a importância de fazer a distinção em sua fala, tanto dentro como fora da comunidade bahá'í, entre “ensino” e “desenvolvimento sócio-econômico”, e portanto, a fim de evitar que se passe a impressão errada de que atividades de desenvolvimento tenham como objetivo primário e imediato o recrutamento de indivíduos que se convertam a Fé Bahá'í, o que, obviamente, não é o caso. Atividades bahá'ís de desenvolvimento sócio-econômico, por princípio, não são usadas para induzir a conversão. 6. Por todo o mundo, bahá'ís têm-se engajado em programas para o empoderamento de adolescentes que são abertos não apenas para os jovens membros da comunidade bahá'í mas também para a sociedade em geral. Tais iniciativas são geralmente desenvolvidas em grupos pequenos de jovens em comunidades locais (ainda que em algumas instâncias programas semelhantes também tenham sido introduzidos nos sistemas educacionais públicos), sendo consideradas atividades de desenvolvimento econômico e social. O trabalho é conduzido com base em diversas publicações de inspiração bahá'í, incluindo o “Brisas de Confirmação”. 7. A alegação por parte do tribunal iraniano de que o programa em que os bahá'ís estavam engajados quando foram detidos consistia em ensino indireto é equivocada. De fato, uma acusação de ensino indireto poderia ser feita contra os bahá'ís por qualquer atividade que reflita as distintas qualidades que são expostas pelas Sagradas Escrituras bahá'ís. Conforme indicado acima, atividades bahá'ís de desenvolvimento sócio-econômico não são realizadas como subterfúgio para produzir cadastramento de novos adeptos. Além disto, conforme colocado em nossa correspondência anterior, um número considerável dos não-bahá'ís que participavam na execução do programa assinaram declarações oficiais dando testemunho de que não tinham conhecimento de que os bahá'ís com os quais estavam trabalhando tivessem se engajado no ensino de sua Fé aos alunos, e o tribunal reconheceu que o material utilizado no programa não incluía menção explícita à Fé Bahá'í. 8. Em uma declaração datada de 23 de janeiro de 2008, o Departamento de Estado dos Estados Unidos da América expressou grande preocupação com relação à morte sob circunstâncias suspeitas de Ebrahim Lotfallahi, um estudante iraniano detido pelo Ministério da Inteligência iraniano em 6 de janeiro de 2008. Além de pedir às autoridades iranianas que procedessem com uma investigação completa deste caso, instou o governo do país a “liberar todos os indivíduos mantidos presos sem o devido processo e sem julgamento justo, incluindo os três jovens professores bahá'ís mantidos num centro de detenção do Ministério da Inteligência em Shiráz e os três estudantes da Universidade Amir Kabir, os quais autordades carcerárias recusam-se a libertar apesar da ordem expedida por um juiz iraniano em fins de dezembro''. A declaração foi publicada na página do Departamento de Estado dos Estados Unidos em http://www.state.gov/r/pa/prs/ps/2008/jan/99632.htm. 9. A organização não-governamental Anistia Internacional também falou sobre o caso dos três bahá'ís de Shiráz e, em 25 de janeiro de 2008 emitiu um apelo sob o seu procedimento de ação urgente.

15 de fevereiro de 2008

Tribunal Egípcio Aceita Pleito Bahá'í em Casos de Intolerância Religiosa


1/2/2008 23:40:59

Numa vitória para a liberdade religiosa, um tribunal administrativo do Cairo decidiu hoje (29/01/08) em favor de dois processos legais que buscavam resolver a contraditória política do governo em relação à filiação religiosa e documentos de identificação.


O Tribunal Administrativo de Justiça no Cairo aceitou os argumentos colocados em dois casos relativos a bahá'ís que tentavam ter sua plena cidadania restaurada por meio da permissão para deixar o campo de identificação religiosa em branco em documentos oficiais de identificação.


"Dado a importância da liberdade religiosa no coração das questões de direitos humanos no Oriente Médio, o mundo deve se alegrar com esta decisão sobre esse dois casos de hoje", afirmou Bani Dugal, a principal representante da Comunidade Internacional Bahá'í para as Nações Unidas.


"O compromisso gerado pelos bahá'ís nestes dois casos abre as portas para um caminho de reconciliação entre uma política governamental que era claramente incompatível com a legislação internacional – como também com o senso comum", enfatizou a Sra. Dugal.


"Nossa esperança agora é que o governo possa rapidamente implementar a decisão do tribunal e permitir que os bahá'ís possam novamente gozar de todos os seus direitos de cidadania aos quais são devidamente intitulados", afirmou ela.


As decisões de hoje se relacionam a dois casos, ambos submetidos por bahá'ís, acerca da questão de como eles deverão ser identificados em documentos governamentais.


O primeiro caos envolve um processo submetido pelo pai de duas crianças gêmeas que precisam obter certidões de nascimento oficiais. O segundo é sobre um estudante universitário que necessita de sua carteira de identidade nacional para renovar sua matrícula na universidade.


O governo requer que todos os documentos de identificação registrem a filiação religiosa do portador, mas restringe as opções às três religiões reconhecidas oficialmente no país -- Islamismo, Cristianismo e Judaísmo. Os baha'is ficam, portanto, impedidos de obter documentos de identificação porque recusam-se a mentir sobre sua filiação religiosa.


Sem carteiras de identidade nacionais – ou, como no caso das duas crianças, certidões de nascimento – os baha'is e outros grupos religiosos encontram-se amarrados pelas exigências contraditórias da lei e são privados de uma vasta variedade de direitos de cidadania, tais como acesso a emprego, educação e serviços médicos e financeiros.


Estes problemas foram destacados em um relatório divulgado em novembro de 2007 pela organização Human Rights Watch e pela sede do Cairo da organização Egyptian Initiative for Personal Rights (EIPR).


"Empregadores, tanto no setor público como no privado, pela lei não podem empregar alguém que não tenha uma carteira de identidade, e instituições acadêmicas requerem identidades para poder admitir seus alunos", diz o relatório. "certidões de nascimento são exigidas para a emissão de certidões de casamento ou passaportes; certidões de óbito são necessárias para a obtenção de herança, pensões e seguros de vida. O Ministério da Saúde já até se recusou a oferecer imunização a algum as crianças bahá'ís porque o Ministério do Interior se recusava a fornecer-lhes certidões de nascimento que registrassem devidamente a sua religião bahá'í."


A emissão de certidões de nascimento é a questão central do primeiro caso, que diz respeito aos gêmeos Imad e Nancy Rauf Hindi, de 14 anos. Seu pai, Rauf Hindi, obteve certidões que reconheciam sua filiação bahá'í quando eles nasceram.


Mas novas regras passaram a requerer certidões geradas por computador, e o sistema bloqueia qualquer filiação religiosa que não seja uma das três religiões oficialmente reconhecidas. E sem as certidões de nascimento, as crianças não podem ser matriculadas na escola no Egito.


O segundo processo foi submetido pela organização EIPR em fevereiro passado a favor do jovem Hussein Hosni Bakhit Abdel-Massih, de 18 anos, que fora suspenso do Instituto de Educação Superior de Serviço Social da Universidade de Suez em janeiro de 2006 por não conseguir obter uma carteira de identidade, já que se recusou a se identificar falsamente como muçulmano, cristão ou judeu.


Em ambos os casos, os advogados que representam os bahá'ís deixaram claro que aceitariam documentos nos quais o campo de filiação religiosa fosse deixado em branco ou preenchido, talvez, com a palavra "outra".


Esta solução é o que difere estes dois casos de processos rejeitados pelo Supremo Tribunal Administrativo no ano passado. Naquela decisão, o Supremo Tribunal Administrativo rejeitou uma decisão tomada por um tribunal inferior que havia concedido o direito aos bahá'ís de serem devidamente identificados em documentos governamentais oficiais.

30 de dezembro de 2007

Campanha de ensino nas ferias!!!

Campanha de Ensino nas Férias!

13 de agosto de 2007 O que você estava fazendo nos dias de 07 a 11 de julho deste ano?

Bem, vamos ver se suas lembranças serão tão boas quanto daqueles que passaram maravilhosos e encantadores momentos servindo a Fé durante esses dias, participando da Campanha de Ensino em Santo André - SP.

Representantes das comunidades de Dourados – MS, Mogi Mirim – SP, Belo Horizonte – MG, Americana – SP, São Caetano – SP, Campinas – SP, Santo André – SP, São Paulo – SP e Diadema – SP se levantaram com muita coragem e amor e partiram para o campo do serviço.

A comunidade de Santo André tomou um novo ânimo com a chegada desses maravilhosos jovens, que durante esses dias apoiaram a comunidade no oferecimento das atividades centrais à população da cidade.


Foi dando aulas para crianças e apoiando grupos de pré-jovens que eles encantaram os corações de muitos pais que se interessaram pela Fé, e a realização de reuniões sobre temas de nossa Amada Causa, fizeram com que todos entrassem em contato com a Palavra Sagrada.

Sem dúvida, servir nesta campanha de ensino foi uma oportunidade maravilhosa proporcionada pela Comunidade Bahá´í de Santo André, e que deve ter seu devido valor e grandeza reconhecidos por todos os amigos, para que apóiem as muitas outras oportunidades que virão pela frente, de servir a Causa de Bahá'u'lláh.

Confira na página de Serviço os relatos de alguns jovens que participaram durante esses dias e que terão incríveis lembranças agora que terminaram suas férias!

11 de novembro de 2007

O q é a Fé Bahá'í?

A Fé Bahá'í

Bahá'ís de várias partes do mundo.

A Fé Bahá'í é a mais jovem das religiõs mundiais independentes. O seu fundador, Bahá'u'lláh (1817-1892), é considerado pelos bahá'ís como o mais recente na linha dos Mensageiros de Deus, que remonta aos primórdios da história e da qual fazem parte Abraão, Moisés, Buda, Zoroastro, Cristo e Maomé.

O tema central da mensagem de Bahá'u'lláh é o conceito de que a humanidade representa uma única raça e que é chegado o dia de sua unificação em uma única sociedade global. Deus, declarou Bahá'u'lláh, pôs em marcha forças históricas que estão rompendo as barreiras tradicionais de raça, classe, credo e nação e que irão, no devido tempo, dar à luz uma civilazação universal. O principal desafio que se coloca aos povos do mundo é aceitar a realidade da unidade do gênero humano e auxiliar os processos de sua unificação.

Um dos propósitos da Fé Bahá'í é contribuir para que isto se torne realidade. Uma comunidade mundial formada por cerca de 5 milhões de bahá'ís, representando a maioria das nações, raças e culturas da Terra, está trabalhando para conferir aos ensinamentos de Bahá'u'lláh um resultado prático. A experiência desta comunidade é uma fonte de encorajamento para todos aqueles que compartilham de sua visão, segundo a qual a humanidade é uma única família global e o planeta, a sua terra natal.

12 de outubro de 2007

Estudantes Bahá´ís Iranianos Excluídos de Educação Vocacional

Aqui esta algo que esta acontecendo com os jovens bahá'ís do Irã:

Os jovens bahá´ís iranianos que tentaram matricular-se em institutos técnicos e vocacionais foram definitivamente barrados de admissão ao próximo ano acadêmico, pois seu pedido de matrícula para os exames de admissão deixa-os sem opção a não ser negar sua fé, cuja coerção os bahá´ís recusam-se aceitar.

A Comunidade Internacional Bahá´í ficou sabendo recentemente que os formulários de exame de admissão em cursos abertos para alunos ainda não graduados pelo sistema de educação técnica e vocacional, indicam existir somente um espaço reservado para marcar a religião. O interessado tem três escolhas – zoroastriano, judeu, ou cristão – e se nenhum espaço é preenchido, explica o formulário, o peticionário será considerado muçulmano. Isso é inaceitável para os bahá´ís.

“De acordo com este sistema, os bahá´ís não podem preencher o formulário de inscrição sem de fato negarem sua fé, o que é contra seus princípios religiosos”, disse a sra. Bani Dugal, principal representante da Comunidade Internacional Bahá´í junto às Nações Unidas.

“Desta forma, os bahá´ís iranianos não têm condições de fazer o exame de admissão exigido, e por isso estão inteiramente impedidos, este ano pelo menos, de ter acesso à educação técnica e vocacional no Irã. Tal negativa viola o direito à educação internacionalmente estabelecido, com o qual o governo iraniano concordou oficialmente em fóruns internacionais, e reflete ainda outra faceta da contínua campanha de perseguição contra a comunidade bahá´í no Irã”, afirmou a sra. Dugal.

A Comunidade Internacional Bahá´í protesta contra tais ações do governo, não somente pela perseguição contra os estudantes bahá´ís – que estão privados de acesso à educação superior, em razão de sua fé – mas também contra qualquer outro estudante iraniano que esteja sendo igualmente rejeitado em sua intenção de entrar em uma universidade, o que ocorre sob várias justificativas totalmente incabíveis, como se expressarem publicamente contra crenças ou opiniões que não tenham sanção oficial — acrescentou a sra. Dugal.

No último outono, depois de mais de 25 anos durante os quais os bahá´ís iranianos foram banidos ilegalmente da possibilidade de ingresssar em universidades públicas ou privadas, centenas de estudantes iranianos foram admitidos em inúmeros instituições educacionais em todo o país. Isso aconteceu depois que o governo afirmou publicamente sua posição quanto à referência à religião nos formulários dos exames de admissão em universidades e colégios não especializados, afirmando que estes não identificavam os peticionários às universidades por sua religião, mas somente mencionavam os estudos religiosos sobre os quais seriam examinados. Este esclarecimento foi aceito pela Casa Universal de Justiça, o corpo governante internacional da Fé Bahá´í.

“A aceitação de estudantes bahá´ís em universidades iranianas, porém, teve curta duração”. De acordo com os últimos dados procedentes do Irã, dos estudantes bahá´ís que conseguiram fazer os exames de admissão no último ano, apenas 200 foram, por fim, admitidos e matriculados. Durante o curso de um ano escolar, porém, mais da metade desse número — pelo menos 128, de acordo com os últimos dados – foram expulsos quando funcionários das escolas descobriram tratar-se estudantes bahá´ís.
FONETE: (BWNS – Bahá´í World News Service www.news.bahai.org)